Visão Geral

Em pleno Brasil do século XXI, as periferias, favelas e comunidades urbanas escondem um segredo ancestral: os Quintais Mágicos. Protegidos por árvores anciãs chamadas Baobás da Memória, esses espaços ganham vida e cor quando as crianças se reúnem para praticar o Ubuntu ('Eu sou porque nós somos'). O mundo combina a vivacidade do cotidiano brasileiro atual — pipas no céu, capoeira, hip-hop, grafite e rodas de samba — com uma dimensão mágica e afrofuturista, onde a tecnologia é feita de elementos naturais (argila, folhas e sementes) ativada pelo respeito mútuo e pelo trabalho coletivo.

A História

A história começa quando a jovem Dandara, de 10 anos, e seu melhor amigo, Cosme, descobrem que o lixo acumulado em uma praça abandonada estava enfraquecendo a raiz do Grande Baobá de seu bairro. Ao unirem a comunidade em um mutirão de limpeza e plantio, a praça resplandece em luzes douradas e verdes, revelando os 'Espíritos do Mutirão' (entidades brincalhonas inspiradas na fauna brasileira e na mitologia iorubá). Agora, as crianças têm a missão de viajar por outros quintais do Brasil, curando as feridas do preconceito, do individualismo e do esquecimento através da solidariedade e de gincanas colaborativas.

Peculiaridades

Neste mundo, as disputas não são resolvidas com violência, mas através de 'Batalhas de Eloquência e Ritmo' (onde a melhor rima ou o toque mais sincero do tambor acalma os corações). Os dispositivos mágicos, chamados 'Sankofas', são pequenos amuletos de madeira e metal que projetam hologramas das histórias dos antepassados, ensinando ciências, geografia e história sob uma perspectiva afro-brasileira. Animais falantes, como o sábio Lagarto Teiú e a ágil Carcará, atuam como mentores das crianças nas tarefas de preservação ecológica.